Violência Doméstica

Lei Maria da Penha: medidas protetivas, prisão e defesa

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) é uma das mais aplicadas no país. Medidas protetivas podem ser concedidas em poucas horas e seu descumprimento é crime autônomo, com prisão preventiva facilitada. Atendemos vítimas que precisam de proteção real e imediata, e fazemos a defesa técnica de pessoas acusadas — área em que erros simples geram prisão.

O que são medidas protetivas de urgência

  • Afastamento do agressor do lar
  • Proibição de contato (presencial, telefônico, digital) com a vítima e familiares
  • Restrição de aproximação (distância mínima determinada)
  • Suspensão de visitas a filhos
  • Suspensão da posse ou restrição do porte de armas
  • Prestação de alimentos provisionais

Descumprimento é crime (art. 24-A da Lei 11.340/06)

Descumprir medida protetiva é crime autônomo, com pena de 3 meses a 2 anos. Mesmo um único contato — mensagem, ligação, mediada por terceiros — pode ser interpretado como descumprimento e gerar prisão preventiva imediata.

Defesa de quem é acusado

  • Análise crítica do boletim de ocorrência e das provas
  • Pedido de revogação ou flexibilização de medidas protetivas excessivas
  • Defesa em audiência de instrução e julgamento (rito sumário)
  • Impugnação de prisão preventiva por descumprimento
  • Articulação com a vara de família (guarda, visitas, alimentos)

Apoio à vítima

  • Pedido emergencial de medidas protetivas (no plantão, se necessário)
  • Acompanhamento em audiências e perícias
  • Representação criminal e acompanhamento como assistente de acusação
  • Estratégia integrada com proteção social e suporte psicológico

Renúncia e retratação: o que é possível?

Em crimes de ação penal pública incondicionada (como a lesão corporal no contexto doméstico, conforme entendimento do STF), a retratação da vítima não extingue o processo. Mesmo assim, a postura da vítima em audiência tem grande peso na dosimetria e nas medidas aplicadas.

Perguntas frequentes

Recebi medida protetiva. Posso explicar minha versão?

Sim, mas por meio do advogado e nos autos. Qualquer contato direto com a vítima — mesmo para 'explicar' — pode ser interpretado como descumprimento e gerar prisão.

Mensagem de WhatsApp da vítima me chamando pode ser usada contra mim?

A medida vincula o réu, não a vítima. Mesmo que ela mande mensagem, responder costuma ser considerado descumprimento. Procure o advogado antes de qualquer interação.

Posso ver meus filhos durante a medida protetiva?

Depende do conteúdo da decisão. Em regra, é preciso pedir regulamentação de visitas na Vara de Família ou na própria Vara da Violência Doméstica, com mediação técnica.

Vítima quer retirar a queixa — o processo acaba?

Nem sempre. Em lesão corporal e em vários outros crimes da Lei Maria da Penha, a ação é pública incondicionada e segue mesmo sem o interesse da vítima.

Vocês atendem mulheres em situação de violência?

Sim. Acompanhamos vítimas em medidas protetivas, audiências e como assistente de acusação, com sigilo e proteção emocional.

Como acionar com urgência?

WhatsApp 24h. Em casos de risco imediato à vida, acione também a polícia (190).

Precisa de ajuda com seu caso?

Plantão criminal 24h. Análise inicial sem compromisso.